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Em todo o decurso da história da humanidade, nas diferentes civilizações, nas quais se faz presente à organização social com seu sistema político, econômico e religioso, sempre houve a disputa entre o poder constituído e o poder da necessidade e da urgência entre o oficial e o popular.

Todos os sistemas políticos sempre estiveram a serviço das minorias poderosas, atrelados às massas populares como apêndices úteis, dos escravos aos operários ou suportáveis, dos camponeses marginalizados aos favelados.

No sistema religioso sempre existiu a religião oficial prestando apoio aos sistemas político, militar e econômico, subjugando as massas populares, dominadas pelo medo diante do desconhecido que a religião diz conhecer e controlar mediante ritos e rituais mágicos.

No sistema econômico, sempre existiu a produção controlada pelos sistemas político e religioso, pagando impostos para manter os políticos ou o dízimo para manter os religiosos e a produção marginalizada dos pobres e miseráveis, do Jeca Tatu ao Camelô.

Paralelamente, buscando colher as migalhas dos marginalizados pelos sistemas oficiais, fazem-se presentes os Robin Hoods e os guerrilheiros.

Permeando os três sistemas oficiais, político, econômico (militar) e religioso, temos a ciência e a medicina oficiais.

As massas dos desvalidos sempre foram socorridas pela medicina popular: das benzedeiras aos curandeiros, das simpatias aos chás caseiros…

Nessa disputa entre medicina oficial – reconhecida pelas academias científicas – e a medicina popular, resultante da práxis de sobrevivência, sempre existiu a luta visando o domínio da elite política e econômica.

Enquanto o curandeiro não impede o médico e sua corporação de garantir sua remuneração, não há problema.

Pode-se lembrar, entre outros, o exemplo de Anton Mesmer, que – enquanto não ameaçou o sistema estabelecido – foi suportado, ignorado e até mesmo aplaudido.

Quando cresceu e representou ameaça ao oficialmente instituído, foi condenado ao ostracismo e a miséria.

Hoje, no Brasil, sendo limitado o número de pessoas que pagam o sistema oficial de saúde, permite-se a expansão das terapias alternativas para socorrer uma demanda de desvalidos – que, muitas vezes, não vão além das portas ou macas dos hospitais e clínicas.

Observe-se que sendo incontáveis os doentes – a grande maioria sem recurso para pagar os elevados custos do sistema oficial de saúde – as terapias alternativas, naturais e integrativas, das simpatias ao acalmar dos espíritos ou a expulsão dos demônios; do chá caseiro a fitoterapia; do banho em águas cristalinas ao mergulho em lama benfazeja – multiplicam-se em inúmeros métodos e incontáveis técnicas.

A medicina oficial parece nada perceber ou é democraticamente tolerante.

Porém, atenção: enquanto a acupuntura era apenas uma estranha prática de orientalista, qualquer um podia usá-la; contudo, depois de reconhecida sua eficácia, só o médico pode praticá-la, porque só ele é detentor do poder sobre o ato médico, de produção da saúde oficial.

Também enquanto não se percebia a possibilidade de ser a prática da hipnose uma técnica terapêutica eficaz, era rejeitada e desprezada por psicólogos e médicos.

Era então, praticada – é verdade – por diferentes charlatães; todavia, também era estudada e praticada por persistentes estudiosos e pesquisadores da parapsicologia.

Contudo, neste final de século XX e início de Século XXI, quando a hipnose ericsoniana e a própria regressão a vidas passadas – são importadas de países do primeiro mundo econômico, psicólogos e médicos proclamam-se como os únicos detentores de conhecimentos suficientes para fazer uso da mesma.

Nesse momento histórico, em que fica evidente ser o sistema oficial de saúde insuficiente e limitado para responder a avalanche de enfermos do corpo e da mente, pululam as poções milagrosas e as receitas mágicas, distribuídas “gratuitamente” ou vendidas pelos mais diversificados aventureiros, improvisadores e santos pré-fabricados ou produzidos em série pelas mais variadas crenças.

Diante desse quadro os órgãos governamentais mostram-se indecisos, na busca de soluções eficazes, eficientes e globalizantes; enquanto a maioria da população vive confusa, diante de tantas ofertas salvadoras.

O resultado benéfico é que inúmeras experiências puderam ser realizadas, o que não ocorreria caso houvesse um melhor atendimento aos enfermos pela medicina oficial.

Mesmo com a presença de incontáveis improvisadores, aproveitadores e fanáticos, também é verdade que vêm se firmando novas descobertas importantes e revolucionárias, advindas de pesquisas sérias, tendo como parâmetro a observação dos resultados práticos e eficazes, na permanente busca científica de saber como funciona e, constatando fatos – contra os quais não há argumentos – pois produzem resultados benéficos incontestes.

Graças a essa maior liberdade no uso das terapias alternativas e naturais, atualmente complementares e integrativas, é que a homeopatia e a acupuntura vêm ganhando espaço como práticas médicas; e que a fitoterapia, a naturologia, a alimentação saudável ou terapêutica, a hidroterapia, a iridologia, a dança, a música, os exercícios físicos e os esportes são mais e mais utilizados e estudados, tanto na terapia quanto na prevenção da doença ou manutenção da saúde.

Na área mais específica da saúde mental ficaram conhecidos, nas últimas décadas, inúmeros movimentos místicos e a multiplicação das seitas religiosas e crenças.

Surgem movimentos com fundamentação científica, como a prática da yoga e do relax psicossomático, o pensamento positivo e o poder da mente, depois o controle mental, neurolinguística e o Poder e a Eficácia da Fé.

Somos ainda carentes de pesquisas mais amplas sobre o valor relativo das simpatias, do curandeirismo em suas diferentes formas e sobre o que o vidente de fato percebe ou vê.

No entanto, a Parapsicologia por suas diferentes Linhas de Pesquisa: Católica, Espírita e Independente, tem desenvolvido importantes estudos científicos sobre esses e outros temas correlatos.

O Sistema Grisa, integrando a escola Científica e Independente de Parapsicologia, vem desenvolvendo estudos e pesquisas fundamentais, dando sua contribuição no conhecimento objetivo dos fenômenos paranormais, da mente humana e do ser humano nos contextos: histórico, geográfico, econômico, social, cultural e familiar.

Esses estudos conduziram às descobertas científicas que fundamentam o CAOP, tais como os fenômenos paranormais e o potencial mental do ser humano, a formação, o desenvolvimento e a estrutura das personalidades.

O CAOPP aborda, de forma específica, a orientação parapsicológica pessoal do Sistema Grisa visando contribuir para que o ser humano supere dificuldades decorrentes de bloqueios, conflitos, traumas, limitações mentais e físicas.

A descoberta científica básica do Sistema Grisa de como a mente funciona para desencadear e direcionar energia capaz de produzir os fenômenos paranormais, permite uma nova compreensão das doenças psicossomáticas e, de que nada acontece por acaso, que todos os males da espécie humana têm origem em uma desarmonia mental – desencadeando um desequilíbrio orgânico e mental – que a longevidade do ser humano pode naturalmente prolongar-se com saúde e qualidade de vida libertando-o cada vez mais da dor e do sofrimento, das doenças e, quiçá da própria morte do corpo físico.

Quanto mais se estuda o ser humano, de forma livre e organizada, mais se percebe que a espécie humana está realmente vivendo sua primeira hora, talvez o primeiro minuto de seu processo evolutivo, integrado ao tempo cósmico.

Libertar o ser humano da insegurança, em suas diferentes manifestações e graus em que é vivenciada, estimulando o desenvolvimento de suas potencialidades, é contribuir para conduzi-lo a uma vida naturalmente próspera, sadia e feliz.

 

Texto extraído dos escritos do Dr. Pedro A. Grisa

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