Programações de Vida Intra-Uterina III:

Essa temática é detalhada e aprofundada no livro O JOGO E A ESTRUTURA DAS PERSONALIDADES, de Dr. Pedro A. Grisa.

Essa temática é detalhada e aprofundada no livro O JOGO E A ESTRUTURA DAS PERSONALIDADES, de Dr. Pedro A. Grisa.

Rejeição à Gravidez e a Filhos

A constatação de que ainda no útero, o bebê percebe acontecimentos exteriores, reage a eles e até os guarda na memoria já é um fato constatado pela psicologia pré-natal, mas foi através da observação do comportamento de pacientes que tiveram experiências marcantes durante a gestação e no próprio nascimento que os cientistas do IPAPPI puderam constatar certos padrões de comportamento e emoções que estão relacionadas e tiveram origem nessas experiências. Entre estas experiências, sem dúvida a mais marcante, é a que mãe vivencia uma ameaça a sobrevivência dela, do bebê ou ambos.

Em primeiro lugar é importante salientarmos que toda rejeição vivenciada pela gestante, não importando o motivo desta, é e sempre será a nível subconsciente uma programação – em sua essência – de ameaça de morte, ameaça à vida do futuro ser.

 

Uma rejeição a gravidez, nos revela em primeira mão as inseguranças vivenciadas pela gestante. Insegurança a qual pode ter várias origens e que conforme sua intensidade terá influencias perigosas para a vida do futuro bebê, pois o medo provoca alterações no equilíbrio químico e hormonal no corpo da gestante. Essas alterações químicas são vivenciadas pelo futuro ser que ali está sendo gerado. Mas se não bastasse isso, ainda as emoções, sentimentos e pensamentos de insegurança vão sendo vivenciados e registrados pelo subconsciente do futuro bebê, e como sabemos o subconsciente já existe desde o momento da concepção. O que é programado em seu vasto “arquivo” é executado mais cedo ou mais tarde.

Alguns aspectos são importantes na intensidade de uma programação intrauterina. São elas as seguintes:

  • Quanto mais intensa ou carregada de emoção for a programação, mais esta terá prioridade em ser executada pela mente do futuro ser.
  • Quanto mais maduro for o feto mais forte as programações são registradas.
  • Quanto mais vezes pensamentos, sentimentos e emoções se repetirem no período intrauterino, maiores serão as influências que estas terão na vida do indivíduo.
  • No caso de uma rejeição temporária à gravidez; Quanto mais rápido houver uma aceitação desta, maiores serão as chances de diminuir a influência da programação negativa na vida do indivíduo, sendo que as programações positivas, de amor, de afeto, de compreensão podem anular uma programação negativa.

Outras Ameaças de Morte:

 

Toda ameaça de morte no período intrauterino, seja do futuro bebê, seja da gestante, estão relacionados com inseguranças e sentimento de rejeição consciente ou inconsciente por parte da gestante.

Vejamos os mais comuns e suas consequências no comportamento do indivíduo que foi gerado em tais circunstâncias:

 

  • Mãe pensa em abortar:

Esse caso evidencia uma profunda rejeição a gravidez. As consequências desse tipo de programação vai variar de como e quando a mãe passou a aceitar a gestação. (veja próximo item)

 

  • Hemorragia, sangramento durante a gestação:

O sangramento nesse período representa uma forte ameaça de aborto. Geralmente o médico aconselha repouso total ou parcial. Em alguns casos a mulher pode atrair ou produzir um quadro como este para ter uma justificativa para não ter relações sexuais.

A ameaça de aborto poderá produzir no indivíduo, tendências a insegurança, medo de morrer, preocupação intensa com a saúde, interesse particular sobre temas relacionados a morte, tendência ao imediatismo – porque a mãe se preocupou com a continuidade da gravidez que é algo muito presente aqui e agora e tendência à depressão, porque a mãe preocupada deixa de fazer planos sobre o futuro dele, deixa de criar perspectivas de futuro. Outro fator que poderá ser produzido é o medo de sangue, pois este representa ameaça de morte.

 

  • Perda de uma pessoa querida ou grave problema de saúde:

A perda de uma pessoa querida durante a gravidez pode levar a mãe a um estado depressivo, sendo que a tristeza seria uma emoção natural, mas se esta tristeza gera um estado depressivo, este estado tende a se prolongar desviando a atenção da mãe sobre o bebê por um período longo de tempo, fechando assim seu canal de comunicação com o bebê. Além disso, as ideias e pensamentos de morte, insegurança frente a vida serão passadas para a criança que poderá mais tarde vir a temer a morte de forma fóbica, desenvolver um quadro de síndrome do pânico, fortes inseguranças e depressão, pois registra-se na mente do bebê que a morte é uma possibilidade muito próxima. No caso de a mãe ter vivenciado fortes experiências com problemas de saúde na família ou do próprio feto podem produzir sentimentos ambivalentes como, por exemplo, o temor de uma perda e ao mesmo tempo um desejo forte de que o indivíduo melhore. Se nesse caso o médico salva a vida dessa pessoa ou do próprio bebê, essa criança que está sendo gerada poderá vir a se tornar um hipocondríaco. A preocupação da mãe com o estado de saúde do bebê reforça o sentimento de insegurança e o desejo de que o filho nasça com boa saúde é duplicado. Em casos como esse o valor religioso pode ser por demais importante.

 

  • Medo de ter relações durante a gravidez:

Algumas mulheres podem ter fantasias de que a relação sexual possa ameaçar a vida do bebê, com a fantasia de que o falo em seu movimento possa ser algo destrutivo para o bebê. Como vimos algumas mulheres produzem somatizações para evitarem ter relações neste estado, algumas por medo, ignorância e outras por problemas relacionados a sexualidade. As consequências dessas programações vão variar conforme a intensidade destas.

 

  • Mãe deprimida engravida:

Quando a mulher com tendências depressivas engravida, esta produz hormônios de forma descontrolada, deixando o bebê em algumas situações 10 vezes mais agitado.

Após dar a luz cessa-se a produção destes hormônios e esta vivencia uma depressão pós-parto. Filhos de mães depressivas tendem a ser crianças agitadas, pois, inconscientemente buscam chamar a atenção da mãe como uma forma de mostrar a ela  que eles estão vivos.

 

  • Forte decepção com o cônjuge durante a gravidez:

Se a mulher nesse período vivencia uma situação de forte decepção com o cônjuge, esta viverá uma gama de conflitos e inseguranças, como o medo de uma separação, sentimentos de ódio, raiva, mudará sua visão de homem, fantasias irão percorrer sua mente, se sentirá impotente, desvalorizada, seu ego irá se desestruturar, trazendo consequências diretas para o bebê que esta gerando. A possibilidade de afastar-se da pessoa que deveria dar lhe segurança, apoio é vivenciada como uma perda ou uma morte. Se a mulher é do tipo que supervaloriza a família, a união, esta poderá achar-se incapaz de seguir com a gestação sem a presença do marido, tornando essa gravidez uma séria candidata a problemas e até mesmo ao aborto. Tudo vai depender do tipo de pessoa e sua estrutura emocional.

 

  • Queda, tombos, acidentes durante a gestação:

Esses casos sempre trarão riscos para a gestante e seu bebê, mas o importante é entendermos porque a mulher atrai situações dessa natureza. Em praticamente todos os casos, acredito eu, as mães devem vivenciar algum tipo de rejeição a maternidade, principalmente os inconscientes, pois se a mãe tivesse alguma consciência dessa rejeição, seu ego não suportaria a intensidade de um sentimento de culpa.

 

  • Sentimentos de Culpa:

Mães que se sentem culpadas no período de gestação passam a seus bebês sentimentos de incapacidade, inferioridade, impotência diante da vida. Causando com isso um enfraquecimento na base da estrutura emocional de mesmo. O bebê poderá ainda apresentar no futuro o comportamento de sentir-se culpado por qualquer coisa, fazendo com que este se retraia e tenha grandes dificuldades em tomar decisões com o medo de fazer a escolha errada.

 

  • Mãe teve aborto(s) anterior(es):

Se a mãe já tem em seu histórico a perda de outro(os) bebês no período de gestação, principalmente se isso aconteceu na última gestação, e esta não fez um trabalho psicológico, uma psicoterapia, não recebeu orientações, esse bebê que está sendo gerado irá registrar em sua mente todos os sentimentos de insegurança, de medo de perder outro filho, que em primeiro lugar é uma vida que está em perigo, as ansiedades ou sentimentos de pressa de se obter um resultado porque se tem insegurança em alcançá-lo. Além disso, este bebê se vier a nascer será um candidato a nascer antes do tempo, prematuramente. Afastar-se da mãe nascendo antes do tempo equivale a um perigo ou ameaça de morte. Por outro lado se a mãe é do tipo religiosa, ou tem muita fé e deseja sempre que o filho nasça com boa saúde, pensa constantemente na saúde do filho, este poderá vir ao mundo com boa saúde, mas inseguro e preocupado em relação a esta.

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