Programações de Vida Intra-Uterina I:

Vida Intrauterina e a Formação da Personalidade

INTRODUÇÃO

A filosofia existencialista pregava que o ser humano “nasce como uma folha em branco”. A Psicologia, que tem suas origens na Filosofia, foi muito influenciada por esta forma de pensar o ser humano. E por extensão, também a Sociologia: “o sujeito nasce puro, a sociedade o corrompe”. Estudava-se, portanto, o existir humano, a sua personalidade, a partir da infância. Havendo um problema num adulto, afirmava-se e ainda se afirma em terapias convencionais: “certamente deve ter tido traumas na infância”. Com isso se ignorava a gestação do indivíduo.

Num mundo marcado pelo cientificismo, pelo mecanicismo, pelo materialismo, a vida intrauterina e sua importância eram ignoradas. Para justificar a prática de abortos dizia-se que existiria vida somente a partir de determinado período da gestação. Quero dizer que a vida já está presente no óvulo e no espermatozoide. Vida, informações, memória e energia gerando Vida.

Assim como os fundamentos de um edifício estão escondidos no seio da mãe terra e sustentam toda a sua estrutura, assim é o período da gestão: é ali que se fundamenta a estruturação da nossa personalidade. Observando-se os efeitos (reações), poder-se-á saber as causas (programações). Portanto, águas passadas que movem moinho.

 

1.1 A Vida Intrauterina e o Sistema Grisa

 

  1. a)      Convém, de início, enfatizar a Lei Fundamental que rege as Programações  de Vida intrauterina: no período de gestação o subconsciente da criança é programado segundo o que a gestante PENSA, SENTE, IMAGINA, DESEJA, VIVENCIA, pois é um ser só com a mãe. Tudo se registra no subconsciente do filho em gestação.
  2. b)     As grandes emoções agradáveis ou desagradáveis, vivenciadas pela gestante, registram-se no Subconsciente do feto “ao pé da letra” e de uma forma mais significativa que na própria mãe, pois a mãe possui senso crítico em determinado grau, por suas vivências ao longo da vida, mas o filho em gestação, não possui critérios significativos de avaliação, exceto os decorrentes das Leis Naturais e Cósmicas.
  3. c)      Sabemos hoje que a criança, antes do nascimento, é um ser humano consciente e capaz de reações. (T.V).
  4. d)     Rejeição à gravidez, rejeição ao sexo, problemas de doenças, conflitos

pessoais, conjugais, sociais. Dificuldades na sobrevivência…

  1. e)      Exemplos de possíveis conseqüências: pai que quer matar filho. Filho que matou o pai em Otacílio Costa…
  2. f)  Por isso é fundamental que se analise detidamente como a mãe vivenciou a gestação da pessoa que estiver sendo analisada e orientada, para entender reações emocionais e comportamentais, bem como sintomas (saúde e doenças) e os fatos que vão escrevendo a história do indivíduo.

Todo ser humano tem sua história, a qual forma o conjunto das programações específicas de cada um. É preciso conhecê-las, para entender o pai, a mãe, o profissional que você é hoje.

1.2 O Tamanho da Criança ao Nascer

 

  1. a)   Se a gestante tiver medo ou receio de que seu filho venha a nascer fraco, frágil ou doente, bem como se a mãe se preocupa de como dar conta  de cuidar de mais um filho, ou ainda, que a vida é difícil, a criança em gestação tem toda a probabilidade de nascer com peso acima de três quilos.
  2. b)  Se a mãe tiver medo de vivenciar um parto difícil, a tendência é de que a criança em gestação venha a nascer pequena, abaixo de dois quilos e meio.

 

1.3 Gravidez Precoce ou Tardia

 

  1. a)  Na gravidez precoce (meninas e adolescentes), é comum desencadear anemia e processos abortivos espontâneos. Na maioria desses casos não ocorre uma gravidez de filho. Ocorre, sim, o fato de a criança ou adolescente estar prenhe de um “corpo estranho”, e um problema.
  2. b)   Gravidez tardia – considerada gravidez de risco. Convém salientar que esse risco não possui como causa principal a idade e, sim, outros fatores, como:

–          Rejeição à maternidade, por parte da gestante;

–          Programações estabelecidas por crenças, cujas origens podem ser as mais diversas. Quanto mais importante for a autoridade que “prega essa verdade”, estabelecendo a crença, mais significativos serão os efeitos decorrentes.

 

1.4 Solteiros, Estéreis e Homossexuais

Quando as programações de rejeição a filhos atingem um grau significativamente elevado, o subconsciente busca proteger as pessoas – guiado pela Lei da Harmonia Cósmica e pela lei de Sobrevivência do Indivíduo – do grave perigo e grande problema que é “ter filhos”. O subconsciente busca, de diferentes maneiras, libertar essas pessoas do ameaçador  “fantasma-filho”.

Nos casos de homossexualismo existe uma profunda rejeição à gravidez, ao processo de nascimento, ao parto ou a filho, somando-se a outras programações correlatas, como: esperado ou desejado de sexo oposto ao que nasceu; imagens negativas de homem e/ou mulher; medo do futuro…

Três são as estratégias naturais para se evitarem os filhos:

  1. A pessoa afasta-se do casamento, permanecendo solteira ou celibatária;
  2. Tornando-se estéril ou casando com pessoa estéril ou que já tinha filhos;
  3. Ser homossexual.

2 PROGRAMAÇÕES HEREDITÁRIAS

Outra constatação importantíssima e a de imagem negativa de Homem e de Mulher transmitida de geração em geração, o que pode ser observado pelo maior ou menor  número de homens ou mulheres nas proles das diferentes gerações, especialmente após a descoberta de que é o subconsciente da mulher que, segundo suas programações, seleciona o espermatozoide masculino ou feminino para fecundar o óvulo, definindo o sexo do ser concebido. Essa imagem negativa de homem ou de mulher pode ser confirmada quando prevalece a morte dos filhos do sexo masculino ou feminino. Exemplo:

A mais curiosa observação de como se comportam as programações hereditárias, está no fato de muitas vezes elas “permanecerem latentes”, numa geração e voltarem a manifestarem-se nas seguintes.

  1. a)  Os avós vivem um péssimo casamento. A mãe, promete a si mesma que “jamais faria um casamento como o de seus pais”, atrai um bom marido e vive um casamento ótimo. Mas sua(s) filha(as), realiza(m) um casamento(s) fracassado(s).
  2. b)  A avó sentia-se violentada pelo avô, em suas relações sexuais. A mãe pode viver uma vida sexual normal e só a filha vai sofrer violência sexual…
  3. c)  A efetiva causa da depressão é a rejeição de vida intrauterina, ocorrida, no mínimo, em três gerações sucessivas, sendo a última, da qual nasce o depressivo, significativamente traumatizante, intensa rejeição, resultante dos mais diversificados motivos.  Mas, observe, sempre o feto vivenciando, direta ou indiretamente, significativa  ameaça de morte, e inseguranças diante do futuro.

Obs.: uma das causas da síndrome do pânico tem a ver com “experiência de morte” vivenciada durante a gestação ou processo de nascimento.

 

Referências: GRISA, Pedro Antônio. O Jogo e a Estrutura das Personalidades. 4 ed. Florianópolis: Edipappi, 1995. HEIDERSCHEIDT, Ilséte. Pais e Filhos, Filhos e Pais. Florianópolis: Edipappi, 1998. VERNY, Thomas. A Vida Secreta da Criança Antes de nascer. 3 ed.  São Paulo: Cis J. Salmi, 1993. BOADELLA, David. Correntes da Vida. 2

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