HISTÓRIA GERAL DA MEDICINA E OS SISTEMAS TERAPÊUTICOS NA MANUTENÇÃO DA SAÚDE

História Geral da Medicina e os Sistemas Terapêuticos na Manutenção da Saúde

Qualquer sistema de atenção à saúde é fruto de sua história e existe num determinado contexto cultural, religioso, sócio – econômico, político e social.

A medicina (arte de curar) é praticada sob as mais diversas formas e concepções desde que o ser humano existe. A concepção religiosa considera a mulher como a primeira médica do planeta terra, entendendo que Eva foi a primeira pessoa a utilizar uma planta medicinal – a maçã – para um voluntário normal, Adão. Seus descendentes evoluíram lentamente e em torno de 10.000 a.C. ocorreu a primeira grande revolução do comportamento humano em termos sociais, políticos e econômicos. A medicina até então empírica e instintiva passou a ser exercida segundo conceitos religiosos e mágicos. Sacerdotes-médicos dedicavam-se a tentativa de comunicação com forças sobrenaturais na busca do bem para curar o mal (doença).

Outros registros de práticas curativas combinando religião, empirismo e ciência primitiva são encontrados ao longo da história da humanidade.

A medicina continuou evoluindo de forma lenta e regular nas culturas mais desenvolvidas. Com a Revolução Industrial, o progresso da medicina começou a acelerar-se, bem como todo o aparato tecnológico. Porém a prática médica continua embasada nos princípios da medicina Hipocrática até os dias de hoje.

A Medicina e os Sistemas de Saúde das Civilizações Antigas

MEDICINA PRIMITIVA

Ao iniciar a convivência em grupo, alguns indivíduos assumiram a tarefa de cuidar da saúde dos seus membros, prevenindo e/ou curando as doenças. Magias, amuletos, feitiços e encantamentos eram usados naturalmente nestes processos de cura ou de prevenção.

A medicina popular desenvolveu um conhecimento sobre as ervas medicinais que mais tarde a ciência foi descobrindo o princípio ativo e comprovando o seu uso. A digitalis, a morfina, o quinino e a efedrina são usadas até hoje.

Este conhecimento era transmitido oralmente dentro do grupo e normalmente de pai para filho.

MEDICINA CHINESA

Os antigos chineses atingiram o desenvolvimento social e político nos primórdios da humanidade, enquanto outras civilizações não esboçavam qualquer evolução. Também na medicina adquiriu os mais antigos conhecimentos na área da saúde através de milhares de anos de observação empírica e soma de conhecimentos teóricos. Já conheciam a circulação sangüínea 2.000 anos antes da medicina ocidental, assim como já tinham a noção do corpo, sistema indivisível, e de relações dinâmicas (microcosmo) interagindo com o universo (macrocosmo).            A doença era considerada como resultante de diversas causas que conduzem ao desequilíbrio das energias e à desarmonia.

O diagnóstico Chinês era, e ainda é, efetuado através de exaustiva tomada de dados, observação, ausculta e palpação dos pulsos que identifica os desequilíbrios da circulação da energia (CH”l).

Shen Nung, considerado o pai da medicina chinesa, autor da obra “O Herbario” descobriu o uso curativo das plantas, descrevendo mais de 70 venenos, 300 plantas medicinais e centenas de tratamentos médicos.

Li Shih-Chen, após 30 anos de pesquisas farmacológicas, publicou um compêndio de matérias médicas com 1.892 drogas e cerca de 10.000 prescrições.

MEDICINA EGIPCIA

Na civilização egípcia, a criação da ordem, o poder e a razão eram cultuados na figura do FARAÓ ( Deus encarnado). Sua saúde condicionava o bem estar do seu povo e era cuidada nas Casas da Vida (Per- Ankh).

OMHOTEP ( 2.800 a.C.) – sacerdote médico é considerado o pai da medicina egípcia por sua grande força curativa, através das palavras, dos cultos e utilização de plantas medicinais. Combatia a especialização excessiva, entendendo o ser humano como um todo e afirmava:….”quem cuida de partes é apenas parte de um médico”.

As informações sobre a medicina Egípcia provém basicamente de dois papiros o de Ebers e o de Smith  que foram escritos por volta de 1.600 a.C.. O de Ebers é a compilação de muitas fontes e o de Smith é provavelmente a cópia de textos escritos ao redor de 2.500 a.C.

O papiro de Ebers inclui encantações para doenças específicas e algumas prescrições como óleo de castor como catártico e ácido tânico para queimaduras.

O papiro de Smith incluía procedimentos cirúrgicos ainda hoje pertinentes, como compressões para conter hemorragias. Definia estágios dos sintomas, indicando o que  o médico poderia encontrar ao exame, bem como sugeria terapias e dava prognósticos.

No antigo Egito o dinheiro e a mulher, pela ordem eram os principais responsáveis pelas doenças do coração.

MEDICINA MESOPOTÂNICA (Oriente Médio)

Ao redor do ano 2.000 a.C. Amorites unificou as nações e tribos dos vales dos rios Tigre e Eufrates, eles formaram a Babilônia onde a ciência e a cultura floresceram sob o reinado de Hammurabi. Este criou um código que ficou conhecido como o Código de Hammurabi, que se constituía de uma série de leis inscritas num pilar de pedra e que incluía definições de conduta para o médico – como deveria tratar o paciente e o que  ele podia fazer, bem como punições para o mau profissional. Exemplo:“… se quebrar um osso de seu patrício, seu osso deve ser quebrado”.

A primitiva medicina Hindu era efetuada por princípios mágicos e religiosos.

A Índia ao longo de sua história mantinha intercâmbio com troca de informações com os persas, gregos e chineses. Há relato de avanços na área cirúrgica, particularmente a plástica (rinoplastia) em torno de 2.780 a.C. Por volta de 900 a.C. foi escrito Ayurveda combinando descrições de doenças e informações sobre ervas medicinais.

O primeiro médico hindu conhecido, Charaka viveu  em torno de 1.000 a.C. Susruta, outro médico importante, no século V, autor de Susruta Samhita, um dos maiores trabalhos médicos  da literatura sânscrita; observou a relação entre os mosquitos e a malária e a peste e os ratos. Conhecia mais de 700 plantas medicinais e descreveu mais de 100 instrumentos cirúrgicos. Tratava de fraturas, removia tumores e pedras dos rins, e realizava cesarianas.

Os hebreus, como os egípcios tiveram grande importância para o mundo moderno, principalmente na história da religião cristã. A Medicina Hebraica era exercida pelos sacerdotes e dominada por princípios teocráticos. No reinado de Salomão foi constituído um “Grupo Hospitalar Rei Salomão”, posteriormente desfeito por intervenção do reinado, devido a gasto excessivo de verbas e desvio de recursos públicos. A ênfase à saúde pública e as medidas sanitárias foram as principais contribuições para a posteridade. Estas práticas foram codificadas no Pentateuco e no Talmud, como as prescrições de Moisés.

MEDICINA GREGA

Na Antigüidade grega o processo saúde- doença era considerado essencialmente um fenômeno sobrenatural e estava associado a muitas divindades.

A medicina grega Pré-Hipocrática foi marcada por ASCLEPIO – Deus grego da medicina. Viveu em torno de 1.200 a.C. e acreditava-se que era dotado de grandes poderes na arte de curar.

Nos templos denominados “Asclepions” era exercida a prática dos sacerdotes – médicos, depositários de conhecimentos científicos transmitidos de geração em geração.

O nome Asclépio está etimologicamente ligado ao visgo (usado como panacéia) e o símbolo da Medicina Ocidental é a serpente enrolada em seu bastão.

O símbolo da medicina originou-se na antiga Mesopotânia com duas serpentes sobre os ombros de NINGISHZIDA – “Deus produtor de plantas”; posteriormente uma serpente com duas cabeças enroladas em um cajado, até o reinado de Hammurabi (1.792/ 1.750 a.C.) que simplificou para uma serpente enrolada num cajado, simbologia esta transmitida à civilização grega por Asclépio,  oito séculos mais tarde.

HIPÓCRATES

O maior nome da história da medicina. Nasceu na ilha de Cos em 460 a.C, filho de médico, contemporâneo de grandes filósofos (Platão) dramaturgos (Eurípedes) historiadores (Heródoto) entre outros, viveu época privilegiada para levar a medicina ao ponto máximo enquanto arte, ciência e profissão. Para Hipócrates a saúde consistia no equilíbrio entre influências ambientais, formas de viver e vários componentes da natureza, numa clara percepção da inter-relação de corpo, mente e meio ambiente. Acreditava no poder curativo da natureza, cujo papel do médico seria contribuir com as forças da natureza no processo de cura. Faleceu em torno de 370 a.C. Deixou cerca de 70 livros escritos por ele e seus discípulos constituindo o Corpus hippocraticum, bem como, princípios importantes que se perpetuaram na história da medicina, tais como:

  • – Trabalhar por amor à humanidade, ser sério, discreto, modesto, digno, arrojado, limpo e altruísta.
  • – Observar criteriosamente (fazendo uso dos órgãos do sentido), tudo que possa estar envolvido no processo saúde-doença estudando o paciente como um todo em lugar de parte.
  • – Dar ênfase a tratamentos simples, suplementados por dieta e intervenção cirúrgica, quando necessária.
  • – Manter os aspectos éticos e morais na relação médico e paciente. Até os dias de hoje, nas formaturas de novos profissionais médicos se faz o juramento de Hipócrates

 

MEDICINA MEDIEVAL

Período entre queda do Império Romano no século V até  o Renascimento do século XV.

A medicina grega dominou a prática da profissão desde 500aC até o ano 500. Posteriormente até 1500 caracterizou a medicina medieval. Sofreu influência dos bárbaros, do cristianismo, da astrologia, houve combinação de diversos sistemas, levando a uma medicina eclética.

Na Arábia a alquimia, considerada pseudo ciência buscava descobrir a relação do homem com o Cosmo. Acreditavam existir relação do Microcosmo com o Macro cosmo. Na busca do elixir para a imortalidade descobriram processos básicos da química como destilação e cristalização, bem como um grande número de produtos e medicamentos.

Rhazes (860 a 930) médico e professor, escreveu mais de 200 livros e a distinção entre  Varíola e Sarampo.

O Hospital Mansur no Cairo século XIII, foi  o primeiro a dar ênfase à ciência, ao ensino e à ação social. Possuía enfermarias separadas para mulheres, crianças, convalescentes e doenças específicas, biblioteca e ambulatório.

Em torno do século XI já se conhecia a circulação sangüínea, que somente no início do século XVII vai ser descrita por William Harvey.

Há relatos de exercício da psicanálise feita por sacerdotes interpretando sonhos.

Cosme (Médico) e Damião (Farmacêutico), após se tornarem cristãos praticavam gratuitamente a medicina. Foram torturados e decapitados no ano 303, por colegas ciumentos.

MEDICINA OCIDENTAL  – (Medicina Alopática)

O grande progresso da medicina começou com a Revolução Industrial, bem como das áreas afins, farmacologia, equipamentos e insumos. Embora a prática médica de hoje seja embasada nos princípios de Hipócrates, recebeu forte influência do paradigma cartesiano refletindo na ciência e na estrutura do atual sistema biomédico .

No processo histórico, que apresentava a prática médica associada aos cuidados com a família e portanto como prerrogativa da mulher, houve uma longa luta pela conquista do poder que levou esta atividade para uma elite profissional masculina, com a apropriação de um conhecimento popular e o desenvolvimento de uma linguagem sofisticada e hermética.

O avanço da moderna medicina científica começou no século XIX com os grandes progressos feitos pela biologia. As descobertas de Pasteur, associando um microorganismo específico a uma determinada doença, foram fundamentais para o estabelecimento da Teoria Microbiana da Doença.

A doutrina da etiologia específica promoveu a transferência gradualmente da atenção dos médicos do doente para a doença. A medicina do século XX caracteriza-se pela progressão da biologia até o nível molecular, passando a ser a base científica da medicina.

A descoberta das vacinas, dos antibióticos, dos hormônios e dos fármacos psicoativos, como tranqüilizantes e sedativos foram grandes marcos da medicina. O desenvolvimento tecnológico, particularmente na área da informática possibilitou grandes avanços na produção de equipamentos médicos altamente sofisticados principalmente para ação diagnóstica. Mas apesar de tudo isto a saúde da população não apresentou melhoras significativas.

A superespecialização da medicina propiciou um conhecimento aprofundado dos mecanismos de desenvolvimento da doença em cada órgão, mas conduziu a perda da percepção do indivíduo como um todo.

Embora se tenha precisão diagnóstica, disponibilidade de recursos terapêuticos, continua-se a adoecer e morrer além do que se poderia esperar com tantos avanços, visto que, a melhoria da qualidade de vida e a percepção do ser humano como um todo de forma holística, ainda é privilégio de poucos.

 

MEDICINA HOMEOPÁTICA

A homeopatia surge no século XVII como a arte de curar, em contrapartida à medicina ocidental que se caracteriza como ciência das doenças. Fundamenta-se na concepção do ser humano, integrado à natureza como parte do todo, reagindo e interagindo com ele. Situa-se dentro do paradigma bioenergético entendendo a vida como movimento e como energia. Baseia-se em leis naturais fixas e imutáveis de cura e tratamento, mantendo os mesmos princípios nos quais é embasada que são:

. O semelhante cura o semelhante, já anunciado por Hipócrates (460 a.C.)

                  “SIMILA SIMILIBUS CURANTUR”.

. Doses mínimas e dinamizadas (substâncias que em doses altas provocam sintomas, em doses mínimas vão curá-los).

. Medicamento individual.

. Trata-se o doente e não a doença.

MEDICIONA E O SISTEMA DE SAÚDE NO BRASIL

 Primórdios (1.500 a 1.850) – Após o descobrimento/ Brasil Colônia / primeiros tempos do Império.

Caracterizou-se por:

  • práticas da medicina primitiva desenvolvidas pelos indígenas com a utilização de repouso, dieta, calor, plantas medicinais e sangrias,
  • reprodução das práticas vigentes na corte das monarquias européias,
  • práticas de feiticismo e mágicas exercidas pelos negros
  • atuação dos jesuítas ( médicos, enfermeiros e boticários),

Problemas de saúde decorrentes da falta de higiene, epidemias e doenças pestilenciais.

PRÉ – INDUSTRIALIZAÇÃO – ( 1.850 A 1.920)

 Final do Império, início da primeira República; formação do Estado Nacional, primeira fase de desenvolvimento capitalista, com base na economia exploradora cafeeira.

Fase de crescimento da classe médica por profissionais graduados em Coimbra, porém insuficientes para a demanda, por isto aumentava também o número de charlatões, persistindo também a medicina indígena e dos negros.

Evolução na área assistencial com a implantação das Santas Casas de Misericórdia. Em 1.808, início do ensino médico no Brasil pela Escola de Cirurgia do Rio de Janeiro.

Problemas De Saúde Predominantes: falta de saneamento, epidemias de cólera, febre amarela, varíola, tuberculose e doenças parasitárias.

1.904 –  Diretoria de Saúde – Osvaldo Cruz – ligada ao Ministério da Justiça.

INDUSTRIALIZAÇÃO – (a partir de 1.920)

MEDICINA MODERNA/ ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE.

  • Ø Federalismo (1920 a 1930) / Estado Novo / Crise Econômica (pós guerra) / Urbanização / Trabalhismo / Industrialização / Investimentos Internacionais pós guerra / Golpe Militar de 1.964 / Crise Econômica em 1.974 / Abertura e Transição Política / Redemocratização, Eleições Diretas / Nova república / Assembléia Nacional Constituinte.
  • Ø Expansão das especialidades e da tecnologia na área médica segundo modelos copiados da França, Inglaterra e por fim Estados Unidos.

A organização dos serviços públicos de saúde no Brasil neste período passou por diversas fases até chegar ao atual Sistema Único de Saúde. Houve implantação de Institutos de pesquisa (Butantã, Osvaldo Cruz), criação do Conselho Nacional de Pesquisa, implantação, expansão e redução de serviços próprios de saúde; houve proliferação dos serviços privados e dos planos de saúde também. Houve avanços a ponto de se poder orgulhar por vidas salvas através de transplantes, de gerar seres humanos através de inseminação artificial, pesquisa-se a clonagem de seres vivos, porém milhares de brasileiros continuam morrendo por desnutrição, desidratação, picadas de animais peçonhentos e outros suplicando por melhor qualidade de vida e melhores condições de saúde.

VISÃO MECANICISTA DO SER HUMANO

Dos primórdios da humanidade até por volta do século XV, a visão de vida e do mundo da maioria das civilizações baseava-se na razão e na fé, nos princípios estabelecidos por Aristóteles e pela Igreja.

As relações eram orgânicas e caracterizavam-se pela interdependência dos fenômenos materiais e espirituais.

A Revolução Científica nos séculos XVI e XVII que marca o início da passagem da fase agrícola para a fase industrial traz uma nova visão do ser humano funcionando como uma máquina. Esta percepção se embasa nos princípios de Galileu Galilei, que estabeleceu a medição e quantificação da natureza – ” A natureza está escrita em símbolos matemáticos”, o que pode ser medido, pesado, quantificado concretamente passa a ser valorizado,  bem como atributos não quantificáveis como: a beleza, sentimentos, bem estar, passam a não merecer a atenção da ciência.

René Descartes ao afirmar que o conhecimento de nossos pensamentos é o único fato absolutamente certo, na frase “Cogito, ergo sum” (Penso, logo existo) enfraquece a evidência dos sentidos quando comparada ao raciocínio. Na concepção de que o corpo humano é uma máquina criada por Deus e nele habita a alma que sintetiza  a substância pensante, define-se a separação entre corpo e mente. Esse pensamento é fortalecido pela matemática Newtoriana  que reconhece o universo como um gigantesco sistema mecânico cuja matéria era formada por átomos. Soma-se a esta visão Francis Bacon com seu célebre método indutivo de experimentação, onde as conexões entre os fenômenos e as leis gerais deles resultantes se tornassem manifestas.

É com base nesta visão que se estrutura toda a ciência e o modelo Biomédico de atenção à saúde coletiva e individual, segundo o qual é atribuição da medicina cuidar do corpo e a psicologia cuidar da mente.

Este pensamento fragmentário, vai conduzir à superespecialização, e com isto a perda da percepção do indivíduo como um todo orgânico e menos ainda como um ser que pensa, tem sentimentos, emoções e interage com um universo maior no qual está inserido.

VISÃO HOLÍSTICA DO SER HUMANO

A percepção do indivíduo como unidade indivisível (microcosmo) e de relações dinâmicas de interconexão e interdependência com um universo maior (macrocosmo) é referida desde a Antigüidade e tendo seu berço na civilização chinesa.

Segundo a Teoria Geral dos Sistemas, os organismos vivos são constituídos numa ordem estratificada, que vai desde partícula subatômica, átomo, molécula, tecidos, órgãos, indivíduo, família, bairro, cidade e o infinito.

Cada unidade representa uma individualidade, mas é ao mesmo tempo uma parte do todo de forma vinculada e unificada. “Assim como a parte está no todo, o todo está nas partes” – Priban e outros.

Para designar estes subsistemas, Arthur Koestler criou o termo “holons“. Num sistema biológico cada holon deve afirmar a sua individualidade, mas ao mesmo tempo submeter-se às conveniências do todo para tornar viável o sistema. Estas são tendências opostas, mas complementares, são fundamentais para a manutenção do equilíbrio dinâmico do processo.

Esta visão baseia-se na consciência da interdependência e inter-relação essencial em todos os fenômenos – físicos, biológicos, psicológicos, sociais e culturais. Focaliza a totalidade, o universo como um ser vivo. Nesta concepção o SER HUMANO passa a ser concebido como um ser de relações, primeiro, consigo mesmo, depois com as pessoas com quem convive, com o meio em que vive e com o universo, como parte do todo. As formas como são estabelecidas estas relações podem levar ao equilíbrio, à harmonia, saúde e felicidade ou desarmonia, desequilíbrio gerando stress, estafa, doenças, inseguranças em suas diversas formas, inclusive síndrome do pânico.

A Parapsicologia Científica Independente do Sistema Grisa, através de suas descobertas sobre o poder mental e os mecanismos de funcionamento da mente vem complementar, ampliar e iluminar a visão holística, propiciando um desabrochar de novas dimensões, potencialidades e oportunidades ao ser humano no seu viver, conviver, evoluir, crescer e ser feliz.

PRÁTICAS MÉDICAS

I – ORGANICISTA : CORPO

Sistema Alopático ou Sistema dos Diferentes

Condutas terapêuticas sem relação com a doença  hoje consideradas nocivas ao organismo. Exemplo: as sangrias, com o uso das sanguessugas, os eméticos e os catárticos que provocavam os vômitos ou as diarréias ” terapêuticas”.

Sistema Enantiopático ou Lei dos Contrários

Conhecido na prática por Alopatia, conhecida desde Hipócrates, teve em Galeno (médico Grego – 199 a 129 a . C.)  o seu maior defensor.

Utilização de medicamentos sintomáticos: anticonvulsivantes, antiácidos, antitérmicos, medicamentos para elevar ou baixar a pressão arterial, excitantes ou depressores do sistema nervoso.

Sistema Isopático ou Lei da Igualdade

Consiste no tratamento e na prevenção das doenças por meio das próprias causas que as produzem. Incluem-se aí os Soros com efeito curativo,por exemplo, o soro anti – ofídico, e as Vacinas, como anti- sarampo, contra Poliomielite e outras.

Também se consideram aqui os Nosódios, que são medicamentos utilizados pelos homeopatas: Colibacillinum, Streptococcinum, Staphillococcinum e outros.

Terapia de Substituição

Destinada a repor no organismo elementos em falta, como as vitaminas, ou hormônios, como os ovarianos, os tiróideanos e a insulina.

Sistema Médico-Cirúrgico

Faz a correção ou a retirada de órgãos afetados por doença ou acidentes.

Sistema Médico-Biológico

São os tratamentos de combate aos microorganismos: bactericidas, antivirais e fungicidas.

II – VITALISTA: ENERGIA

Medicamentoso: Homeopatia (Lei dos Semelhantes)

Não Medicamentoso: Acupuntura / Antroposofia/ Do-In / Tai-Chi-Chuam/ Quiroprática/ Terapia Reichiana / Ioga / Bioenergética / Meditação / Cura Psíquica / Imposição das Mãos,

e tantos outros como: Cromoterapia, Musicoterapia, Massagens…

PROFª. DRª MARIA CÉLIA BORGES DA FONSECA

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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